Segundo o estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), ‘Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil’, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no período de 2026 a 2028. Quando se excluem os tumores de pele não melanoma, o número fica em torno de 518 mil novos casos por anos.

Isso mostra que o câncer é hoje um dos principais problemas de saúde no país, afetando centenas de milhares de pessoas todos os anos.

O câncer também está entre as principais causas de morte no Brasil e se aproxima das doenças cardiovasculares como uma das maiores causas de óbito no país. Alguns tipos apresentam mortalidade mais elevada porque costumam ser diagnosticados em fases mais avançadas. Entre eles estão:

  • Pulmão
  • Fígado
  • Pâncreas
  • Estômago

Esses tumores tendem a ter evolução mais agressiva ou diagnóstico tardio.

As chances de tratamento bem-sucedido costumam variar bastante conforme o estágio da doença no momento do diagnóstico.

De forma geral:

Estágio inicial
Quando o tumor ainda está localizado no órgão de origem, as chances de controle ou cura podem ultrapassar 80% a 90%, dependendo do tipo de câncer.

Estágio intermediário
Quando o tumor já cresceu mais ou atingiu estruturas próximas, as chances costumam ficar entre 40% e 70%, variando conforme o tratamento disponível.

Estágio avançado
Quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento costuma focar mais no controle da doença e na qualidade de vida.

No Brasil, alguns tipos de câncer se destacam pela maior incidência em cada sexo, refletindo fatores biológicos, hábitos de vida e também diferenças no acesso ao diagnóstico. A seguir estão os tipos mais frequentes entre homens e mulheres segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer: 

Entre os homens, os tipos mais frequentes são:

  • Próstata – cerca de 30,5% dos casos
  • Cólon e reto – 10,3%
  • Pulmão – 7,3%
  • Estômago – 5,4%
  • Cavidade oral – 4,8%

Entre as mulheres, os mais comuns são:

  • Mama – cerca de 30% dos casos
  • Cólon e reto – 10,5%
  • Colo do útero – 7,4%
  • Pulmão – 6,4%
  • Tireoide – 5,1%